Cine Glauber Rocha justifica cobrança para acessar o terraço como 'forma de enfrentar vandalismo'
Esclarecimento veio após o influenciador Ruivo Baiano gravar um vídeo sobre o assunto e gerar discussão nas redes sociais

Foto: Reprodução/ redes sociais
Após repercussão negativa nas redes sociais, a administração do cinema Glauber Rocha, localizado no Centro Histórico de Salvador, publicou nesta terça-feira (12) uma nota de esclarecimento a respeito das novas regras para acessar o espaço.
Segundo o posicionamento do cine, a medida veio como forma de enfrentar atos de vandalismo no local, como depredação, pias quebradas, lâmpadas furtadas, entre outras danificações.
"Por que limitar o acesso ao terraço?
Infelizmente, nos últimos meses o cinema enfrentou situações de comportamento inadequado e depredação do prédio. Além de pias quebradas e lâmpadas furtadas, o que mais doeu foi ver os desenhos de Glauber constantemente danificados. Operamos com acesso controlado há pouco tempo e os resultados são positivos: as depredações cessaram e o ambiente voltou a ser tranquilo e acolhedor", relata a nota.
Sobre os recursos serem públicos ou privados, o cine afirma que o espaço foi reformado com dinheiro privado e se "mantém por esforços próprios". A nota ainda explica que o único recurso estatal recebido foi o incentivo da Lei Emergencial Paulo Gustavo, durante a pandemia da Covid-19, e que, desde a pandemia, o valor devido do aluguel é revertido mensalmente em ingressos para dois mil estudantes da rede pública de ensino.

O posicionamento do Cine veio após uma repercussão nas redes sociais, quando o influenciador conhecido como Ruivo Baiano criticou a decisão do cinema de cobrar ingresso para acessar o terraço. "Fui tentar subir no terraço e disseram que só com ingresso. Existe uma concessão de uso; eles não pagam aluguel para o governo", disse o influencer.
Após a resposta do cine, o influenciador publicou outro vídeo em suas redes rebatendo o posicionamento da administração. "O Glauber, que sempre foi um espaço aberto e acolhedor, e ver que eles estão adotando essa medida, me deixou muito triste, porque por anos eu trabalhei ali perto, e no meio da loucura do trabalho, eu ia lá, subia, só para respirar um ar e assistir ao pôr do sol. Isso me fazia tão bem que eu às vezes esquecia que eu ia ter que pegar um ônibus sucateado e lotado pra voltar pra casa", relata.
O criador de conteúdo ainda afirma que essa medida pode ser o início de uma série de privatizações no Centro Histórico, gerando construções que afastam as pessoas de regiões histórico-culturais na cidade. "E olha, gente, sinceramente, quando quiserem colocar uma catraca cobrando pra você entrar no Centro Histórico, eu vou estar bem aqui dizendo: eu avisei."


