Citroën Basalt 2027 ganha versão Dark Edition MT: Aircross 2027 também tem mudanças
SUV cupe e familiar ganham mudanças pontuais na linha 2027

A Citroën apresenta a linha 2027 do Basalt com preços mais competitivos e uma aposta maior na configuração Dark Edition, responsável por aproximadamente metade das vendas do SUV cupê. Antes restrito ao motor turbo e ao câmbio automático, o pacote de visual esportivo passa a ser oferecido também com motor 1.0 aspirado e transmissão manual, por R$ 98.990. A marca também renovou o Aircross, que recupera a versão Feel Pack de sete lugares.
O movimento ocorre em um momento de crescimento do Basalt dentro da gama da Citroën. Com pouco mais de 7,6 mil unidades comercializadas, o SUV cupê tornou-se o modelo mais vendido da família formada sobre a plataforma do C3. Ao ampliar a Dark Edition, a fabricante procura atender clientes interessados no acabamento diferenciado, mas que não pretendem pagar pelo conjunto Turbo 200 automático.
Apesar do apelo esportivo, o Basalt Dark Edition manual mantém o motor 1.0 Firefly aspirado flex combinado ao câmbio manual de cinco marchas. A proposta, portanto, está mais ligada ao visual, ao consumo e ao preço do que ao desempenho. A versão recebe bancos pretos com costuras vermelhas, volante com revestimento de toque premium, pedaleiras esportivas, soleiras personalizadas e emblemas próprios.
Por fora, o modelo traz rodas de liga leve de 16 polegadas pintadas de preto, logotipos escurecidos e detalhes na cor Andre Red, referência a André Citroën, fundador da marca. O tratamento procura reproduzir a aparência da Dark Edition Turbo 200, que permanece no topo da linha com motor 1.0 turbo, transmissão automática CVT com sete marchas simuladas e modo Sport.
Basalt fica mais barato com isenção de IPI
As configurações Feel e Dark Edition com câmbio manual foram enquadradas no programa Carro Sustentável, vinculado ao Mover, e passaram a contar com isenção de IPI. Para cumprir os requisitos de eficiência energética, o Basalt recebeu o sistema Smart Charger, que aproveita desacelerações e frenagens para intensificar a geração de energia e reduzir o esforço necessário para manter carregada a bateria de 12 volts.
Com o benefício tributário, o Basalt Feel manual passa a custar R$ 95.590. Já o novo Dark Edition manual sai por R$ 98.990. A diferença de apenas R$ 3.400 entre as duas configurações deve ajudar a versão escurecida a ganhar espaço, especialmente entre consumidores que consideram o estilo um fator importante na compra.
Entre os modelos automáticos, o Basalt Feel Turbo 200 custa R$ 113.990, enquanto o Shine Turbo 200 parte de R$ 119.990. O Dark Edition Turbo 200 chega a R$ 120.990. Para pessoas com deficiência, a Citroën oferecerá o Shine Turbo 200 por R$ 99.990, preço que considera as isenções tributárias e as condições comerciais da fabricante.
Multimídia recebe interface escurecida
Todas as versões do Basalt 2027 mantêm a central multimídia Citroën Connect Touchscreen de 10,25 polegadas, agora com uma nova interface de fundo escuro. A alteração melhora a integração visual com o painel e procura reduzir a luminosidade excessiva durante a condução noturna.
A central continua oferecendo Android Auto e Apple CarPlay sem fio, comandos de áudio no volante e sistema com seis alto-falantes. A linha também passa a contar com duas entradas USB-C para os passageiros traseiros, além de uma porta USB-A e uma tomada de 12 volts na parte dianteira. O quadro de instrumentos digital, colorido e configurável mantém a tela TFT de sete polegadas.
Todas as versões recebem porta-documentos, enquanto Shine e Dark Edition Turbo passam a oferecer porta-revistas e partida do motor sem a necessidade de inserir a chave. Na configuração Dark Edition Turbo, outra novidade é a pintura Branco Polar combinada ao teto preto, cujo acabamento se estende até o final da linha dos vidros traseiros.
A paleta de cores do Basalt também contempla Preto Perla Nera, Cinza Grafito, Cinza Artense e Cinza Sting Gray. A carroceria bicolor permanece como um dos principais elementos visuais da versão topo de linha.
Aircross recupera opção intermediária de sete lugares
O Citroën Aircross também chega à linha 2027 com mudanças na organização das versões. A gama passa a ter Feel Turbo 200 automática, Feel Pack 7 Turbo 200 automática e XTR 7 Turbo 200 automática. O retorno da Feel Pack cria uma alternativa de sete lugares mais acessível que a XTR, atualmente a configuração mais vendida do modelo.
Todas recebem a central multimídia de 10,25 polegadas com interface escurecida. No Aircross, os ícones utilizam tonalidade cáqui, enquanto o espelhamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay foi mantido. Conforme a versão, também são oferecidos partida sem chave, porta-revistas e porta-documentos.
A configuração XTR passa a contar com as cores Cinza Sting Gray e Branco Polar e preserva o acabamento de inspiração aventureira. O modelo mantém o motor 1.0 Turbo 200 flex combinado ao câmbio automático CVT, conjunto compartilhado com as versões mais caras do Basalt.
Sem mudanças profundas de carroceria ou mecânica, a Citroën tenta reforçar a competitividade dos dois SUVs por meio de preços, equipamentos e reorganização da gama. No Basalt, o destaque é a possibilidade de comprar uma Dark Edition por menos de R$ 100 mil. No Aircross, o retorno da Feel Pack reforça um dos principais diferenciais do modelo: a oferta de sete lugares no segmento de SUVs compactos.


