CPI aprova quebra sigilo de fundo ligado a negócio de Toffoli após veto do STF
Comissão mira Fundo Arleen, que comprou participação em resort do ministro

Foto: Nelson Jr./SCO/STF
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou nesta quarta-feira (18) a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Fundo Arleen, que adquiriu participação no resort Tayayá, ligado ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O requerimento, apresentado pelo senador Sergio Moro (União Brasil-PR), solicita dados do período entre fevereiro de 2021 e janeiro de 2026.
A medida ocorre após a CPI ter sido impedida de acessar informações da Maridt, empresa de Toffoli. A quebra de sigilo havia sido aprovada, mas foi suspensa por decisão do ministro Gilmar Mendes, que determinou a inutilização dos dados já enviados à comissão.
Segundo registros da Junta Comercial do Paraná, o Fundo Arleen passou a integrar o empreendimento em setembro de 2021, ao comprar a participação da Maridt por cerca de R$ 20 milhões.
Convocação da ex-noiva de Vorcaro
A CPI também aprovou a convocação da empresária e influenciadora Martha Graeff, ex-noiva de Vorcaro, para prestar depoimento como testemunha.
A convocação ocorre após a quebra de sigilo de Vorcaro pela Polícia Federal, que revelou mensagens nas quais ele menciona encontros e proximidade com autoridades.
Segundo a comissão, o objetivo é mapear a relação de fundos de investimento exclusivos ou restritos que tenham ligação com o Banco Master e empresas associadas.
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