'Definição da base governista deve ocorrer apenas após negociação do PT com partidos aliados', diz Marta Rodrigues
Vereadora afirma que escolha do grupo político será “maturada” até o prazo da janela partidária.

Foto: Farol da Bahia
A vereadora de Salvador Marta Rodrigues (PT) afirmou ao Farol da Bahia que a definição do nome da base governista para disputar o governo da Bahia deve ocorrer apenas após negociação interna entre os partidos aliados e dentro do próprio PT. Segundo ela, “tem que usar todo esse tempo” antes de qualquer anúncio oficial, respeitando os ritos políticos e a janela partidária.
“Como tem um tempinho ainda aí, acho que tem que usar todo esse tempo. Tem o período de afastar, quem está no governo que vai sair também, candidato tem que se afastar, então tudo isso está sendo maturado”, declarou a vereadora.
A fala ocorre em meio às articulações da base governista para a sucessão estadual, tema que movimenta lideranças partidárias e aliados do grupo político na Bahia. Segundo Marta Rodrigues, o PT mantém tradição de debate coletivo antes de decisões eleitorais e não deve antecipar anúncios sem consenso entre as forças políticas.
“O PT tem seus pleitos, apresenta, como os outros partidos todos têm. Não adianta você querer anunciar para depois ter que recuar e dizer que não foi isso que foi pactuado”, afirmou.
A vereadora também ressaltou que o processo de construção da candidatura passa por diálogo com outras legendas da base aliada e pelo acompanhamento de instâncias partidárias responsáveis pelas decisões estratégicas.
“A gente reúne com cada força para depois fazer a reunião do diretório. Isso eu digo é radicalizar na democracia”, disse.
Ela acrescentou que a expectativa é de definição até o prazo final da janela partidária, quando mudanças de filiação podem ocorrer sem perda de mandato.
“Tem um conselho que vai observando, dialogando e encaminhando também essa proposta. Mas eu acredito que até o dia da janela fechar as coisas serão definidas. A fumacinha vai subir”, declarou.
Mulher na chapa majoritária
Questionada pelo Farol da Bahia sobre a especulações de uma mulher fazer parte da chapa majoritária do governo, Marta diz que gosta da ideia de ter uma mulher compondo a chapa mas explica a escolha dos candidatos passa por outras instâncias como conselho político e partidos.
"Eu sou muito da tese de defender quanto mais mulheres, melhor. Nós queríamos mais assumindo outros postos, mas já ajuda a gente numa vice para fazer o debate sendo para dar visibilidade, em campanhas, em temas importantes que a gente sabe que é inerente mesmo nosso e o que não é para mostrar a sua opinião também", disse.


