“Jamais adotei conduta que envergonhasse a família ou maculasse a magistratura”, se defende ministro do STJ acusado de assédio sexual
Marco Bruzzi enviou carta para os colegas afirmando ser inocente.

Foto: STJ/ Wikimedia Commons
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, acusado de assédio sexual por duas mulheres, afirmou ser inocente por meio de uma carta enviada na segunda-feira (9) aos colegas da Corte. Ele responde a processos sobre o caso no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no Supremo Tribunal Federal e no próprio STJ.
Na mensagem, o ministro afirma que ficou “muito impactado com as notícias veiculadas” e que se manifestou apenas agora sobre o assunto por estar internado em um hospital.
Bruzzi ainda pontuou que já demonstrou sua inocência no processo já instaurados sobre o caso e que jamais adotou “conduta que envergonhasse a família ou maculasse a magistratura”.
Por fim, ele agradeceu aqueles que se deram “benefício da dúvida” e disse que confia que os fato serão esclarecidos por meio de “de apuração técnica e imparcial”.
Lei a carta na íntegra:
Caros colegas,
Muito impactado com as notícias veiculadas e também por me encontrar internado em hospital, sob acompanhamento cardíaco e emocional, até o momento estive calado.
De modo informal soube de fatos contra mim imputados, os quais igualmente repudio.
Tudo está causando mágoas às pessoas da minha família e convivência.
Creio que nos procedimentos já instauradas demonstrarei minha inocência.
Tenho quase 70 anos de idade, trajetória pessoal e profissional ilibadas, casamento feliz, de 45 anos, que frutificou três filhas amorosas e minha família está coesa ao meu lado.
Jamais adotei conduta que envergonhasse a família ou maculasse a magistratura.
Esse histórico não é invocado como prova de inocência, mas como elemento relevante de coerência biográfica, o que clama por cautela redobrada na apreciação das graves acusações.
Sem ainda compreender as razões das imputações feitas, lamento todo esse grande sofrimento e também desgaste da nossa Corte, revelando que estou submetido a dor, angústia e exposição que ninguém desejaria vivenciar.
De consciência tranquila, mas alma muitíssimo agitada, ante a prematura divulgação de informações, agradeço aqueles que me franquearam o benefício da dúvida. Confio que, por meio de apuração técnica e imparcial, os fatos serão plenamente esclarecidos.


