Jaques Wagner e ACM Neto teriam firmado acordo de não citar caso Master na disputa eleitoral
Grupos políticos teriam firmado pacto após revelações que prejudicariam ambos

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado - Divulgação
Os grupos políticos do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), teriam fechado um acordo nos bastidores para não citarem o caso do Banco Master na disputa eleitoral da Bahia neste ano. A informação é do jornal O Globo.
ACM Neto é pré-candidato ao governo da Bahia e vai disputar o cargo com o atual governador, o petista Jerônimo Rodrigues. Já Wagner vai tentar se reeleger senador e apoiar o concorrente de Neto. Ambos tiveram seus nomes relacionados com o escândalo do Master nas últimas semanas. Eles não se manifestaram publicamente sobre o acordo.
No dia 11 deste mês, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelou que ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da gestora de recursos Reag. Os montantes foram recebidos logo após as eleições de 2022, entre março de 2023 e maio de 2024. Em nota, o ex-prefeito disso que os valores dizem respeito a um serviço de consultoria e que está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos.
Uma reportagem do portal Metrópoles, publicada no dia 18, trouxe a tona que a nora de Jaques Wagner recebeu cerca de R$ 11 milhões do Master. Bonnie Toaldo Bonilha, é casa com o enteado do senador e sócia da BK Financeira, empresa responsável por receber o valor.
Em nota, Wagner se pronunciou afirmando que “não tem conhecimento de nenhuma investigação, uma vez que jamais participou de qualquer intermediação ou negociação em favor da empresa citada”.
Além do senador, outra figura do partido aparece ligada ao Master. O ministro da Cassa Civil, Rui Costa, privatizou a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), dona da rede de supermercados Cesta do Povo, em 2018, o comprador foi Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, dono do Master. Lima deixou o Master em 2023.
Após as revelações, aliados dos dois grupos teriam conversado e chegado a conclusão de que abordar esse tema seria ruim para os dois lados.


