Operação Faroeste: STJ determina inclusão de desembargadora aposentada na Interpol
Condenada, Sandra Inês teria deixado o Brasil com destino a Portugal

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a inclusão dos nomes da desembargadora aposentada Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo e do filho dela, o advogado Vasco Rusciolelli Azevedo, na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo internacional utilizado para localizar pessoas procuradas pela Justiça.
A medida foi adotada após os dois serem condenados por envolvimento no esquema de venda de sentenças investigado pela Operação Faroeste.
A decisão foi assinada pelo ministro Og Fernandes, relator do caso, e também autoriza as providências necessárias para um eventual pedido de extradição junto às autoridades portuguesas.
Condenação
Na última quinta-feira (4), a Corte Especial do STJ condenou Sandra Inês a mais de 14 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O filho dela também foi condenado no processo.
Registros da Polícia Federal enviados às autoridades em Brasília apontam que a desembargadora aposentada deixou o Brasil em 21 de setembro, com destino a Portugal. Há especulações de que ela tenha cidadania portuguesa, mas a informação ainda não foi confirmada.
A viagem ocorreu antes da conclusão do julgamento. O embarque não foi impedido porque o Ministério Público Federal (MPF) não havia solicitado a apreensão ou retenção do passaporte da então ré.
Investigação sobre patrimônio
Além de apurar a saída da desembargadora aposentada do país, a Polícia Federal investiga se houve transferência ou ocultação de recursos financeiros no exterior.
Pessoas próximas a Sandra Inês afirmaram que ela vinha dizendo a interlocutores que havia fixado residência em São Paulo e que pretendia se manifestar publicamente sobre a Operação Faroeste.


