Operação investiga sargento da PM e servidores do Detran por fraude de veículos na Bahia
Mandados judiciais foram cumpridos na Bahia e Ceará

Foto: SSP-BA
Três pessoas foram presas nesta terça-feira (1) durante uma operação que apura um esquema de fraude em registros e transferências de veículos na Bahia. Informações da Polícia Civil apontam que os presos são um sargento da Polícia Militar, que na ocasião da investigação, trabalhava cedido ao Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA).
Os outros dois acusados são servidores comissionados que ocupavam cargos de chefia na unidade do órgão em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.
De acordo com a polícia, duas pessoas foram presas em Madre de Deus e uma em Simões Filho. Porém, os nomes não foram divulgados.
Informações da TV Bahia indicam que os nomes dos servidores são Orlando Azevedo dos Santos Júnior, conhecido como Binho do Detran, e Kauê Duarte Ambrozi da Silva, além do sargento da Polícia Militar Jean Conceição dos Reis.
O ex-vereador de Madre de Deus, Anselmo Duarte Ambrozi da Silva, também conhecido como Anselmo filho de Begu, foi detido depois de policiais localizarem uma arma de fogo irregular na casa dele, ao longo do cumprimento de um dos mandados. Anselmo é pai de Kauê Duarte, foi ouvido pelas autoridades e em seguida liberado.
Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em cidades baianas e outros quatro no Ceará.
As ações da Operação Giratina aconteceram em Simões Filho, Madre de Deus, Camaçari e Lauro de Freitas, além de endereços ligados a uma empresa e pessoas investigadas no Ceará.
A Polícia Civil disse que a investigação teve início após o Detran-BA informar sobre suspeitas identificadas no decorrer de procedimentos internos na unidade de Simões Filho.
Entenda como o esquema funcionava
De acordo com a investigação apurou, os carros de empresas verdadeiras, que eram registrados em estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, eram utilizados como maneira de elaborar registros falsos na Bahia.
Os suspeitos então apresentavam documentos falsos, faziam ou até mesmo validavam vistorias e colocavam informações no sistema nacional de registros de veículos, o Renavam. Foram emitidos também documentos necessários para formalização das transferências.
Após os veículos serem registrados na Bahia, eles eram utilizados em poucos dias, no intuito de conseguir financiamentos com empresas do Ceará.
Suspeita-se que as organizações financeiras e bancos liberavam o crédito utilizando os veículos como garantia sem saber que os documentos foram fraudados. Na verdade, os veículos pertenciam a empresas que não sabiam das operações.
Foram também apreendidos na operação uma pistola, um revólver, celulares e documentos que deverão ser analisados pelas autoridades.
Os acusados são suspeitos de crimes como inserção de informações falsas em sistemas, falsidade ideológica, corrupção e associação criminosa.


