Produtora do filme de Bolsonaro tem ligação com PCC, diz MP-SP

O nome de Alex Leandro Bispo aparece nas investigações relacionadas ao ICB.

Por Da Redação
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Produtora do filme de Bolsonaro tem ligação com PCC, diz MP-SP

Foto: Karina Gama e Alex Leandro Bispo dos Santos. Créditos: Reprodução.

O sócio de empresa contratada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), da empresária Karina Gama, é apontado pelo Ministério Público de São Paulo como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele faz parte da produção do filme Dark Horse, que conta a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O empresário, em questão, é Alex Leandro Bispo dos Santos. Ele está preso preventivamente por suspeita de matar a companheira, Maria Katiane Gomes da Silva, de 25 anos , que morreu em novembro de 2025 após cair do 10º andar de um prédio localizado em São Paulo,  além de ter uma extensa ficha criminal e já ter cumprido pena em presídios  do oeste de São Paulo, onde estão presos integrantes da cúpula do PCC .

Segundo as investigações relacionadas a ONG controlada  por Karina, que também é  produtora da cinebiografia de Jair Bolsonaro, "Dark Horse",  Santos aparece, até dezembro de 2025, como o único sócio da empresa Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda., que está localizada no mesmo endereço da organização. 

A empresa assinou o primeiro contrato com ICB, no valor de R$ 12 milhões, em 2024, logo após a ONG ter sido contratada pela Secretaria de Inovação e Tecnologia da Gestão, durante a  gestão de Ricardo Nunes, para instalação do wi-fi. 

Ao todo, a Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda. instalou 900 pontos de internet na cidade . Pelo serviço, ela recebeu R$ 3,8 milhões, de acordo com as notas apresentadas à gestão municipal até o final do anos passado. 

Em janeiro  de 2026, após denúncia,  Alex acabou passando o controle da empresa para Tatiane Camargo de Oliveira Fernandes, a qual mora no mesmo endereço  que ele,  na zona Oeste de São Paulo, de acordo com a Junta Comercial de SP (Jucesp) . 

Através de notas ao site G1, a defesa de Alex  disse que ele nega qualquer envolvimento dele com o PCC e também pontuou a inocência do cliente em relação a suspeita de feminicídio.

Já a Prefeitura de São Paulo negou qualquer vínculo direto com a empresa e  o empresário e pontou que ele não atua junto ao ICB. A gestão ainda acrescentou que qualquer associação entre ela e a facção é " irresponsável e leviana". 

A ONG, por sua vez,  esclareceu que  contratou a empresa Favela Conectada por ela já atuar na região Paraisópolis e  que na época identificado nenhum impedimento legal. Ela ainda pontuou que, rescindiu contrato com a empresa de Alex assim que teve ciência da investigação relacionada ao feminicídio. 

 

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