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Vídeo: Bruno Reis admite problemas em projeto de escola para autistas: 'Não era o melhor terreno'

A obra começou a ser construída em 2021 e deveria ter sido entregue em 2023

Por Da Redação
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Vídeo: Bruno Reis admite problemas em projeto de escola para autistas: 'Não era o melhor terreno'

Foto: Farol da Bahia

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (UB), admitiu nesta quarta-feira (12), problemas no projeto de construção da Escola Municipal do Curralinho, para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), no bairro do Stiep. Segundo o gestor municipal, "não era o melhor terreno" para a unidade escolar, que terá administração da Associação dos Amigos do Autista (AMA-BA). 

"Naquele evento nós renovamos a autorização que o governo de João Henrique tinha doado aquele terreno para a AMA. Confesso que aquele terreno, pelos problemas que ele tinha de declividade, não era o melhor terreno. A AMA fez o projeto e, infelizmente, como dizia minha avó dizia: "Cavalo dado, não se olha os dentes". A gente tem que agradecer quando alguém nos dá alguma coisa", disse em entrevista ao programa BNews TV.  

Bruno Reis relembrou que a obra, que começou a ser construída em 2021 e deveria ter sido entregue em 2023, contou com R$ 10 milhões do Ministério da Educação (MEC), sob governo do então presidente Jair Bolsonaro (PL), e R$ 6 milhões subsidiados pela Prefeitura, totalizando R$ 16 milhões inicialmente. 

O prefeito destacou que logo após o início das obras, os problemas começaram a aparecer. "Depois fomos buscar os recursos, João Roma era ministro e nos ajudou. Conseguimos R$ 10 milhões do governo federal e a prefeitura entrou com a contrapartida de R$ 6 milhões. Licitamos a obra e começou a execução. Com a execução, vieram os problemas. Primeiro, a fundação que estava prevista, ela foi subdimensionada. O terreno tinha uma inclinação maior do que a que constava no projeto", explicou Bruno.

Durante a entrevista, o gestor da capital baiana apontou que o contrato foi rescindido e um novo projeto e licitação realizado para a retomada das obras. Segundo ele, os trabalhos foram retomados e garantiu que, até o final deste ano, a escola será entregue.

"Nós seguimos com a empresa que estava executando, usamos o aditivo máximo, que era 25%, e só deu para chegar em algo em torno de 80% de conclusão da obra. Os outros 20% não teve jeito e nós tivemos que relicitar. Tivemos que rescindir o contrato, fazer todo um novo quantitativo, preparar uma nova licitação, realizar uma nova licitação e a mesma empresa ganhou. Ela podia participar porque não foi ela que deu caos ao problema da não execução da obra. Agora a obra está em plena execução e vamos, até o final do ano, entregar a AMA", afirmou Bruno Reis. 

Com a nova licitação, a Prefeitura desembolsou mais R$ 6 milhões para a continuidade das obras, que passa a totalizar R$ 22 milhões e prazo final de entrega em março de 2027. 

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