Vídeo: BrunóquioDantas e a ressurreição do Curralinho: se a prefeitura não faz, a imprensa faz!

Por Da Redação
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Vídeo: BrunóquioDantas e a ressurreição do Curralinho: se a prefeitura não faz, a imprensa faz!

Foto: Divulgação

Precisou a imprensa sair do modo "espectador" para que o binômio da inércia — o prefeito Bruno Reis e seu secretário de Educação, Thiago Dantas — decidisse, por pura conveniência eleitoral, tirar a Escola para autistas do limbo. A julgar pela agilidade com que o canteiro de obras ressuscitou, parece que o estoque municipal de óleo de peroba finalmente foi reposto!

​Convenhamos: o abandono da estrutura — prometida em 2022 com entrega cravada para 2023 — foi um monumento ao desdém.

Agora — subitamente — sob a luz dos refletores que antecedem o pleito eleitoral, a obra volta. Afinal, é preciso "entregar votos" para o candidato parceiro!

​O "prefeitim" tenta, com aquele seu já característico risinho nervoso de quem foi pego no flagra, taxar de "fake news" a fiscalização que, na verdade, é o motor que faz a prefeitura rodar. Se o exercício da gestão pública fosse pautado pela seriedade e não pelo medo da cobrança, nós, jornalistas, não precisaríamos atuar como fiscais de obras abandonadas. É um descaramento ímpar: ele discursa como se estivesse fazendo um favor ao povo, quando, na verdade, está apenas tentando conter o naufrágio da própria credibilidade, que despenca a cada dia e prejudica o projeto "Neto Governador".

​Só esquece que, mais do que a cara de pau de tentar reescrever a história, é preciso questionar o "modus operandi" dessa retomada. Um aditivo de 6 milhões sobre os 12 milhões que já foram investidos. Prefeituras sérias não orçam obras em 12 milhões,  gastam os 12 milhões e não terminam a obra sendo obrigadas a investir mais 50% do valor inicial; prefeituras sérias exigem contas e mostram estas contas aos cidadãos principalmente, porque o dinheiro usado é deles!

E onde entra o Ministério Público nesta matemática? Onde está a lupa da promotoria para investigar o destino desses 12 milhões que viraram mato e abrigo durante três anos? É hora do MP sair da letargia e explicar que "zorra" de gestão é essa que recontrata a mesma empresa que não fez o que foi paga para fazer.

​Este colunista, que testemunha diariamente na redação o esforço e a vivência de um colega jornalista autista, não se deixará ludibriar por tijolos apressados. Ficaremos de sentinela. Fica o conselho ao prefeito: trate essa obra como se fosse para a ala nobre da cidade, porque a fiscalização será constante. E quando ela estiver pronta, não esqueça de professores e ADIs para cuidar das crianças. Nós não vamos esquecer.

Até porque, essa "meiaboquice" da gestão Bruno-Dantas na Educação já é conhecida. A escassez de livros, materiais e uniformes nas escolas regulares virou a marca registrada de uma prefeitura que só funciona para o povo sob o estalo do chicote da mídia. Se fosse para "ozamigos", festas inúteis ou equipamentos que trarão lucro ao grupinho conhecido como "Menudos", ai funciona tão bem que ninguém nem vê! Se dependêssemos da "boa vontade" da linhagem ACM-Bruno para os realmente necessitados, o futuro dessas crianças teria sido enterrado junto com o orçamento dos 12 milhões que, até hoje, ninguém sabe explicar onde foi parar.

Mas que estamos esperando que o MP nos conte!

Assista o vídeo mostrando os anos de abandono denunciados por vários veículos da imprensa baiana — que o prefeito acusa de serem fake news — e a cara lavada da dupla "BrunoquioDantas" tentando enganar as pessoas e "fazendo" que a obra parou "semana passada"...

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