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Vídeo: "É caso de polícia, não é meu", afirma Lula sobre repasses de Vorcaro a Flávio Bolsonaro

Áudio revelou que Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro negociaram um financiamento de 24 milhões de dólares para a produção do filme biográfico de Jair Bolsonaro

Por Da Redação
Às

Atualizado
Vídeo: "É caso de polícia, não é meu", afirma Lula sobre repasses de Vorcaro a Flávio Bolsonaro

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil | Geraldo Magela/Agência Senado | Reprodução

O presidente Lula (PT) se esquivou de perguntas sobre o áudio que revelou um repasse de dinheiro de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ao pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL), para a produção do filme "Dark Horse", biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No entanto, o gestor disse que a situação "é caso de polícia".

"Eu não vou comentar. É caso de polícia, não é meu, eu não sou polícia, não sou procurador-geral. O caso dele é de polícia! Tem algum delegado aqui? Não tem! Então vá na primeira delegacia da PF e pergunte como vão tratar isso!", afirmou Lula durante evento em Camaçari, na Bahia, nesta quinta-feira (14).

O áudio, divulgado pelo Intercept Brasil, revela que Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro negociaram um financiamento de 24 milhões de dólares — cerca de R$ 134 milhões à época — para produção de Dark Horse.

Ao menos 10,6 milhões de dólares, cerca de R$ 61 milhões, conforme a cotação nos períodos das transferências, teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações. Os recursos teriam sido destinados ao fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos Estados Unidos, e ligado a aliados de Eduardo Bolsonaro.

No áudio, Flávio diz a Vorcaro que havia preocupação com o atraso nos pagamentos da produção.

Em nota, o senador negou qualquer irregularidade nos repasses do banqueiro para a produção do filme. Em letras garrafais, Flávio Bolsonaro disse que atuou apenas como um filho buscando investimentos para a realização do filme "Dark Horse". 

"Mais do que nunca, é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet", escreveu.

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