Vídeo: O Coronel e o Lobisomem: Quem ainda cai nesse conto?

Por Da Redação
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Vídeo: O Coronel e o Lobisomem: Quem ainda cai nesse conto?

​Angelo Coronel decidiu que sua nova fantasia de gala é a do "sincerão de botequim". Tornou-se o paladino da comunicação rasa, acreditando piamente que soltar frases de efeito e bravatas de ocasião é o "Waze" mais rápido para chegar ao coração — ou à ingenuidade — do eleitor.

​Em suas recentes performances, ele tenta mimetizar Ponciano de Azeredo Furtado, o patético herói de O Coronel e o Lobisomem. Mas enquanto o Ponciano literário lutava contra assombrações para salvar a honra da família, o nosso Coronel de carne, osso e fundo partidário trava uma luta muito mais mundana: a caça desesperada pelo "voto sagrado", custe o que custar à sua coerência.

​Gerado e nutrido nas entranhas do PT — que, num gesto de autofagia, sacrificou a lealdade de Lídice da Mata para lhe entregar um mandato de bandeja —, Coronel agora cospe no prato onde se fartou. Hoje, ele verbaliza qualquer conveniência que faça brilhar os olhos do aliado da vez, o "herdeiro" ACM Neto. O problema é que ele subestima o paladar do povo: o eleitor baiano tem estômago forte para o dendê, mas náuseas imediatas para "traíras" e contorções ideológicas dignas de um contorcionista de circo mambembe.

​O destino de João Leão deveria servir de aviso, mas o Coronel prefere o risco ao exemplo. Leão, que tentou adotar o "Netinho" como herdeiro político, foi prontamente exilado na obscuridade, restando-lhe apenas o papel vexaminoso de ouvir o próprio filho demolir a ponte Salvador-Itaparica — obra que o pai jurava ter "parido" sozinho. Pelo visto, na política de conveniência, a memória é a primeira que morre, e o "pai da criança" muda conforme o vento da pesquisa.

​Emulando a obra de José Cândido de Carvalho, o Coronel cria monstros imaginários e dispara pérolas de um cinismo atroz: “Eu era da turma do Lula, mas votei no Bolsonaro”. Com essa "sinceridade" de aluguel, ele prova que, como aliado, é um ótimo equilibrista de corda bamba: divertido de assistir, mas perigoso de confiar. Faz a esquerda e a direita dormirem de colete à prova de balas.

​Coronel exala uma autoconfiança que beira o delírio messiânico. Fala com a soberba de um coach de pirâmide financeira, garantindo que o seu lugar no Senado é uma herança divina, desde que o eleitor pague a "dízimo" na urna.
​Alguém precisa avisar ao Coronel que, na Bahia real, o Lobisomem da história é o próprio oportunismo, e que o eleitor já não se encanta com narradores que mostram, sem pudor, que o "vilão da vez" é o seu novo melhor amigo de infância!

​Carvalhada 1: Coragem ou Conveniência, Coronel?

​Angelo Coronel agora assumindo que votou em Jair Bolsonaro, estufa o peito para dizer que "não tem medo de censura". É admirável, se não fosse um detalhe: essa coragem de direita só brotou após quatro anos de mudez obsequiosa, precisamente quando as benesses da esquerda deixaram de ser servidas no palácio...

​Fica a pergunta que não quer calar: se o PT tivesse lhe garantido mais oito anos de sombra e água fresca no Senado, estaríamos ouvindo esse rugido "bolsonarista" ou ele ainda estaria sob o som de "palmas" para Lula?

O que Coronel não pensou foi que quem não se posiciona de verdade pode ser confundido com aqueles cujo oportunismo não é apenas método mas sim, única bússola moral.

E que o povo não gosta disso.

Fica a dica.

Assista o vídeo em que Coronel assume ter votado em Bolsonaro:
 

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