Vídeo: Salles acusa Eduardo de vender cargo no Senado por R$ 60 milhões e Valdemar de comandar corrupção no DNIT
Deputado Federal fez acusações durante entrevista ao podcast IronTalks, exibido nesse sábado (9)

Foto: Reprodução | Redes Sociais - IronTalks | Alesp | Valter Campanato/Agência Brasil | Câmara dos Deputados
O deputado federal e ex-ministro do Meio Ambiente no governo Bolsonaro, Ricardo Salles (Novo), acusou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) de ter vendido a vaga de senador de São Paulo ao Centrão por R$ 60 milhões, sem o consentimento do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. As informações foram reveladas por Salles em entrevista ao podcast IronTalks, exibido no sábado (9).
Durante o episódio, Salles afirmou que o Partido Liberal, de Valdemar Costa Neto, comandava um esquema de corrupção no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e no Ministério dos Transportes, e por esse motivo, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) teria se recusado a se filiar ao partido.
"Quando Tarcísio trabalhava com a Dilma [Rouseff], entrou no DNIT para fazer uma faxina na corrupção. A corrupção no DNIT e no Ministério dos Transportes foi feita pelo PL, de Valdemar. A turma de Valdemar era quem roubava e o Tarcísio fez uma limpa... Por esse motivo, quando veio ser candidato a governador de São Paulo, Tarcísio disse que não iria se filiar ao PL, pois sabia dos esquemas do partido no DNIT e Ministério dos Transportes", relatou o deputado federal.
Ricardo Salles detalhou que, com o passar dos anos, Valdemar Costa Neto utilizou a argumentação de possuir a maior bancada para tentar emplacar André do Padro (PL) como vice-governador de São Paulo, ao invés do atual ocupante do cargo Felicio Ramuth (PSD), mas Tarcísio negou a formação por conhecer o Partido Liberal.
Segundo Salles, diante da negativa de Tarcísio, o PL cedeu a vaga de senador a André do Padro, em troca de movimentações financeiras.
"Colocaram ele [André do Padro] no Senado. O candidato ao senado do Centrão fisiológico corrupto não foi aceito como vice-governador de São Paulo para não contaminar o governo, e ainda, assim passa a ter credencial para ser senador à revelia do então presidente [Jair Bolsonaro]. A que custo o Valdemar e o André do Padro convenceram esse pessoal [do PL]? Deputados federais especulam movimentações entre R$ 20 milhões a R$ 60 milhões", revelou Ricardo Salles.
Até o momento, o Partido Liberal, Eduardo Bolsonaro e Valdemar Neto ainda não se pronunciaram sobre as acusações de Ricardo Salles.
Confira as declarações


