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TSE adia julgamento de suspensão de pesquisa que mostrou queda de votos de Flávio após divulgação de conversas com Vorcaro

Análise foi suspensa após pedido de vista da ministra Estela Aranha por mais tempo para analisar o caso

Por Da Redação
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TSE adia julgamento de suspensão de pesquisa que mostrou queda de votos de Flávio após divulgação de conversas com Vorcaro

Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado | Divulgação / Banco Master

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu, nesta terça (9), o julgamento sobre a decisão de suspender a divulgação da pesquisa Atlas/Intel que mostrou queda nos votos do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). 

A decisão foi realizada individualmente pelo presidente da Corte, o ministro Kassio Nunes Marques, na última segunda (8). A análise, que aconteceria nesta terça (9), foi suspensa após pedido da ministra Estela Aranha por mais tempo para analisar o caso.

Anteriormente, Nunes Marques havia votado a favor da suspensão do levantamento. A pesquisa, divulgada em maio, mostrou uma queda de cinco pontos nas intenções de voto de Flávio, após revelação de conversas entre o senador e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

O ministro afirmou que haviam indícios de possível contaminação das respostas dos entrevistados.

A decisão de Nunes Marques segue válida até a retomada do julgamento, que não tem prazo para retorno. Na sessão, ministros destacaram que o caso teve impacto em todas as campanhas.

O presidente do TSE afirmou que um canal de diálogo com institutos de pesquisa será aberto para debater os critérios para os levantamentos. 

Além de Nunes Marques, votarão também os ministros André Mendonça, Dias Toffoli, Antonio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva, Floriano Azevedo Marques Neto, e Estela Aranha. 

Dias Toffoli tem se declarado suspeito para julgar casos ligados ao Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), mas ele deve participar da análise da pesquisa no TSE.

A avaliação é que o julgamento pode funcionar como um tipo de prévia de como a nova formação da Corte vai atuar em casos delicados durante as eleições.

Espera-se que, com Nunes Marques à frente da Corte, as decisões da Justiça Federal se tornem mais discretas e com um perfil menos intervencionista no pleito. 

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