Vídeo: O debate, Neto, Jerônimo e o IDEB

Por Da Redação
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Vídeo: O debate, Neto, Jerônimo e o IDEB

​Pouco se viu de “novidades” no primeiro debate político para a disputa do governo da Bahia. Ronaldo Mansur até que — pela pouca expressividade — fez sua parte apresentando o baianês para o Brasil com o termo "genocida lá ele" .

​Claro que o “pegapacapá” mais esperado foi o embate ACM Neto x Jerônimo, pontuado por um Neto agressivo e com ares de deboche e um surpreendente Jerônimo calmo, sem se alterar muito com as provocações do adversário e deixando Neto calado quando pontuou ataques dele a Lula e a ele próprio.

​Para este colunista, de tudo que se discutiu no tal debate, o que realmente vai fazer diferença na vida da população baiana chama-se: educação!

​E neste ponto, quando ACM Neto vem na maior cara de pau falar que “dados do IDEB colocam o ensino médio do Estado da Bahia em último lugar”, este colunista precisa se posicionar.

​Por um simples motivo: têm sido pauta constante — se não diária — no Farol da Bahia e em outros sites autônomos, a tragédia da educação fundamental na cidade de Salvador! ACM Neto, enquanto prefeito, não tirou a educação infantil dos índices ruins de nenhum instituto que verifica essa métrica e seu sucessor, Bruno Reis, conseguiu empurrar o que restava de dignidade para as pequenas crianças, ladeira abaixo.

Todos os dias são descobertas escolas municipais sem aulas, sem material, sem professor, sem merenda e até sem cadeiras! As matérias — com vídeos — estão aí anexadas para que o prefeito "BrunoFest" não vá dar entrevista dizendo que é “fake news” — como teve a pachorra de afirmar quando, pressionado pela imprensa, foi obrigado a retomar a obra da Escola do Curralinho!

​Como não estamos falando somente de um município, este colunista resolveu olhar na mesma pesquisa do IDEB citada por ACM Neto no debate em que posição está Salvador, gerenciada pelo grupo dele há 14 anos, e também qual é a situação de Jequié, cidade cujo seu vice foi prefeito. Esses números municipais são importantes sabe por quê? Porque criança aprende a ler, escrever e fazer conta no ensino fundamental, não no ensino médio! E os responsáveis por fazer essas crianças chegarem ao ensino médio sem estarem totalmente alfabetizadas, são os prefeitos, tipo ACM Neto, Bruno Reis, Zé Cocada...

​Então, fica muito fácil para Neto acusar que o “ensino médio do estado da Bahia é péssimo”. Se o ensino fundamental é uma desgraça, não há milagre que faça essas crianças chegarem ao ensino médio com boas notas.

​ACM Neto poderia sim, falar do péssimo resultado das escolas estaduais se as escolas municipais estivessem com uma pontuação espetacular, as crianças deixassem o ensino básico prontas e se, pelo menos, a realidade das mães que dependem do serviço fosse outra, não o suplício diário publicado nos sites sérios que não dependem da prefeitura para se manter.

Neto poderia sapatear em cima de Jerônimo no case educação se a única cidade gerenciada por ele e seu indicado Bruno Majestade, estivesse bombando com dados positivos. Poderia cobrar do Estado, se a gestão municipal na cidade comandada pelo seu vice, Zé Cocada, não estivesse atolada no atraso.

​Carvalhada 1: Os números não mentem (mas os políticos sim!)

​Para fechar a conta e não deixar mentir quem usa o IDEB de palanque, vamos aos números frios dos municípios geridos por essa turma que adora apontar o dedo para o Estado:

  • Salvador: Sob a batuta de ACM Neto e do pupilo Bruno Reis, a capital empaca nas avaliações do IDEB, patinando como a capital do estado na vergonhosa 132 posição no ensino fundamental e refletindo o descaso crônico com as nossas crianças.
  • ​Jequié: A gestão do aliado "Zé Cocada" consegue a façanha de registrar um desempenho ainda mais alarmante no IDEB, figurando na 295 posição, em patamares que causam vergonha a qualquer cidadão que leve a sério o futuro da Bahia.

​Então, como educação não é brincadeira e é a única possibilidade real de mudar o destino de quem não nasceu em berço de ouro, a verdade precisa ser dita sem filtro: sem educação de base, sem creches, sem escolas decentes e sem professores valorizados nos municípios, não adianta ir para a TV querer cobrar do Estado um ensino médio de primeiro mundo.

Crianças que comem cação congelado, que não recebem livros e material na época certa, que assistem a aulas sentadas no chão porque faltam cadeiras e que saem mais cedo por falta de funcionários de limpeza jamais serão jovens estudantes bem-sucedidos. O buraco é mais abaixo — ou melhor, o buraco é na base, esta base educacional  tão importante e que os prefeitos insistem em destruir.

​Fica aqui a sugestão deste colunista a ACM Neto: antes de subir no palanque para discursar sobre o ensino médio dos outros, crie uma lei que obrigue políticos a matricularem seus próprios filhos na rede pública municipal. Tenho certeza absoluta de que, com essa simples medida, a realidade da nossa educação mudaria da água para o vinho da noite para o dia.

Depois de cinco anos, as crianças estudando em escolas limpas, inteiras, com material, comida decente, professor feliz e aulas todos os dias, você volta e cobra as boas notas do ensino médio.

Até lá, melhor não tocar mais nesse assunto porque quem sabe como funciona o ensino fundamental de péssima qualidade que a prefeitura oferece, fica com vergonha alheia.

Veja vídeo:
 

 

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